CRÍTICAS/ DEPOIMENTOS

 

 

 

 

Manuel é um extraordinário talento. Quase mágico. Forma uma simbiose com o seu piano e tem muito magnetismo com o público. A sua procura da verdade artística é exemplar. A sua estética está baseada numa grande moral musical. É um talento único. Reúne ainda seriedade profissional com uma dedicação sem dimensões. Estamos na presença de uma futura estrela do piano.

Aquiles Delle Vigne

 

Dotado de um desenvolvimento enorme, de capacidade pianística, sonoridade e arrebatamento, sensível poesia, virtuosismo, abrange vários géneros e salta à nossa vista o seu conhecimento das obras e a variedade do seu toucher. Com grande força interior, que os anos irão desenvolver. Um pianista brilhante.

Helena Sá e Costa, Porto, Março de 2001

 

…Manuel Araújo recebeu aplausos e público em pé no final para saudar o seu slancio e classe interpretativa.
Dotado pela natureza de mãos pianisticamente perfeitas, para dimensões e natureza do toque no teclado, Araújo possui também uma sensibilidade vibrante que lhe permitiu interpretar com fortes contrastes dinâmicos e emotivos musica clássica portuguesa de estilo romântico…

Sandra Matuella, in Alto Adige

 

O jovem gaiense Manuel Araújo pôs o Palácio Foz em sentido com a maneira como tocou Liszt.  O seu recital terminou com um episódio tão extraordinário que é forçoso registá-lo. Terminada a “ Valsa Mephisto”, um senhor de barbas grisalhas levantou-se, emocionado, e tirou do pescoço um enorme cordão de prata. Disse que era da sua falecida mulher e gostaria que o pianista o guardasse; pô-lo nas mãos do rapaz de 17 anos e foi-se embora. Este gesto comovente, saído do século XIX, dá uma ideia do que foi o recital.
O programa era um deleite à antiga: “ Sonata ao Luar”, “hits” de Chopin, Rapsódia Húngara nº 2, de Liszt. Manuel Araújo mostrou que tem dedos e tem fibra.

A sonata de Beethoven soou compenetrada, com alguns exageros de neófito – tipo “esforçandos” não aconselháveis a cardíacos. Foi em Chopin que se sentiu uma voz mais genuína, com aquela naturalidade na flutuação do tempo que é sinónimo de sensibilidade. Foi vertiginosa a Fantasia-Impromptu Op. 66, tiveram verve e “panache” as três valsas e a Polonaise Op. 40 nº1.
Como dizia alguém na sala, sabe bem ouvir um pianista de 17 anos que toca como alguém de 17 anos. Com gana e atrevimento, Com som enérgico e afoito. Com uma atitude por vezes irreflectida, mas sempre autêntica e generosa.
Há muito tempo para ficar ajuizado; abençoado quem não começa por aí. Sobretudo se tem técnica para dar e vender. Por tudo isso, o momeno de arromba do programa – depois de uma promissora passagem por Scriabin – tinha mesmo que ser Liszt. E logo a 2ª Rapsódia Húngara, esse colosso pirotécnico, arrebatado e hilariante, que ficou tão fora de moda durante décadas cerebrais e assépticas. O jovem nortenho assumiu-a com desplante e furor, culminando na espantosa modernidade da “ Valsa Mephisto”.

A multidão que enchia a Sala dos Espelhos pôs-se de pé e recebeu como extra uma “ Sugestão Diabólica”, de Prokofiev, de satânica eficiência. Nem era necessário constatar a quantidade de prémios que Araújo já ganhou: eis um pianista que vai dar que falar.

Alexandre Delgado, in Público

 

 … Araújo dá uma interpretação credível do Cravo bem temperado…

 Ingrid Van Frankenhuyzen, in NRC Handelsblad

 

… Brilhante pianista português…

Sander Hiskemuller, in Trouw

 

 uma interpretação sóbria, terrena da obra de Bach… [ Cravo bem temperado, 1º livro]

Annette Embrechts, in De Volkskrant

 

O carismático jovem pianista português Manuel Araújo provou com a sua sensibilidade que a música de Bach é de facto cósmica e celestial. A sua actuação exala um carisma algo suave e recatado, que porém é de tal intensidade e imaginação que se é totalmente atraído para a música.
 Ali Mahbouba, in Dance Europe